Para ficar por dentro das principais mudanças, sugiro um artigo publicado no site Caros Ouvintes (que aliás vale a visita), escrito por Chico Socorro, profissional de publicidade e marketing.
Clique aqui para ler o artigo na íntegra.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
A invasão do jornalismo
Quem está acompanhando (e quem até o momento nem sabe do que se trata) a repercussão da conversa dos dois juízes do STF pela intranet não pode deixar de ler o artigo que Janio de Freitas publicou domingo na Folha de São Paulo, reproduzido abaixo:
Não há dúvida de que os diálogos seriam atos privados. Mas não significa que ocorressem em privacidade
A RELAÇÃO entre jornalismo e invasão de privacidade é muito mais complexa do que aparenta na intensa discussão, desde quinta-feira, a partir do diálogo de e-mails publicado pelo "Globo", que os captou fotografando os computadores de dois ministros em sessão do Supremo Tribunal Federal.
Onde haja liberdade de imprensa, não consta que jamais se tenha ao menos esboçado solução satisfatória, em teoria ou na prática, para o conflito entre jornalismo/interesse público, de uma parte, e sigilo/interesse estrito, de outra. A dubiedade domina essa fronteira. Os casos de nitidez indiscutível de invasão, antes escassos, com a permissividade da internet às inserções mais levianas, ou criminosas mesmo, na "rede" tornaram-se tão vulgares quanto impunes.
As reações condenatórias referem-se, portanto, ao jornalismo impresso. E, no caso, nem elas guardam nitidez conceitual, jurídica ou intelectual. As fotografias dos computadores, feitas à distância dos dois ministros, e a publicação dos diálogos foram definidas por Nelson Jobim como "interceptação de comunicação" e "intromissão anticonstitucional a um Poder da República". Interceptação não foi. Como a todo ministro da Defesa conviria saber, interceptar é interferir em um percurso pretendido, seja de um avião, de uma tropa, de uma mensagem, de carga, entre inúmeros possíveis. Houve constatação e documentação do constatado. Sem intervenção alguma na livre troca de mensagens entre os dois ministros.
Já a eloqüente "intromissão anticonstitucional a um Poder da República", lembra logo alguma coisa, antes de sujeitar-se ao reparo de que as fotos e a publicação, tanto não se "intrometeram" de forma alguma em Poder nenhum, que o próprio Supremo Tribunal Federal as considerou referentes a mensagens apenas pessoais, desprovidas de conotação oficial, e por isso dispensou-se de toda manifestação a respeito. A "intromissão anticonstitucional" de Nelson Jobim lembra logo que se trata do autor, valendo-se da tarefa de revisor gráfico, da intromissão no texto da atual Constituição de artigos não aprovados, e nem ao menos conhecidos, pela Constituinte de 1988. O que não impediu o autor da autêntica "intromissão anticonstitucional" de chegar a presidente o STF -fato que, se não o define, porque já se definira, pode definir o país.
Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (nome historicamente tomado como sinônimo de defesa da liberdade de informação) pôs o assunto sob uma comparação que não sei se mais surpreendente ou mais insultuosa para o jornalismo: "O Brasil não pode virar um "Big Brother'". Seja o daqui ou a matriz plagiada, o "Big Brother" faz parte do processo de imbecilização imposto pelo método de nivelamento por baixo, muito adotado em meios de comunicação, para mais faturar em publicidade com o maior número de telespectadores/ouvintes/leitores. É impossível que Cezar Britto não se tenha inquietado com a evidência, proporcionada pelas fotos e publicação dos diálogos, de que a aposentadoria precipitada do hoje ex-ministro Sepúlveda Pertence e a escolha de seu substituto têm, até agora, injunções políticas e partidárias que se sobrepõem aos critérios apropriados para o Supremo. Estar próximo de quem fala ao telefone e, notado o interesse público do que é dito, noticiá-lo; ou ouvir, de fora de um gabinete, um diálogo de interesse público e noticiá-lo -são atos de invasão de privacidade ou de função do jornalismo? Essas e situações semelhantes ocorrem todos os dias, aqui e pelo mundo afora, desde que o jornalismo é jornalismo. E haverá diferença essencial, para a função do jornalismo e para o interesse público, entre o que é ouvido sem uso de interferência física e o que é lido em computadores de tela voltada para o público?
Em certa medida, não há dúvida de que os diálogos de tais situações seriam atos privados. Mas, embora a contribuição de uma palavra para a outra, por serem privados não significa que ocorressem em privacidade. Foram deixados por seus autores ao alcance de terceiros. E não importa quantos terceiros.Os ministros Cármen Lúcia Rocha e Ricardo Lewandowski nada escreveram, nos diálogos fotografados e publicados, que os comprometesse, moralmente, como pessoas ou como magistrados. Se foram desavisados, o foram por conta própria. O que torna injusto atribuir ao repórter-fotográfico Roberto Stuckert e ao seu jornal menos do que a alta qualidade do jornalismo que praticaram. Ou seja, da função pública que têm e exerceram.
Não há dúvida de que os diálogos seriam atos privados. Mas não significa que ocorressem em privacidade
A RELAÇÃO entre jornalismo e invasão de privacidade é muito mais complexa do que aparenta na intensa discussão, desde quinta-feira, a partir do diálogo de e-mails publicado pelo "Globo", que os captou fotografando os computadores de dois ministros em sessão do Supremo Tribunal Federal.
Onde haja liberdade de imprensa, não consta que jamais se tenha ao menos esboçado solução satisfatória, em teoria ou na prática, para o conflito entre jornalismo/interesse público, de uma parte, e sigilo/interesse estrito, de outra. A dubiedade domina essa fronteira. Os casos de nitidez indiscutível de invasão, antes escassos, com a permissividade da internet às inserções mais levianas, ou criminosas mesmo, na "rede" tornaram-se tão vulgares quanto impunes.
As reações condenatórias referem-se, portanto, ao jornalismo impresso. E, no caso, nem elas guardam nitidez conceitual, jurídica ou intelectual. As fotografias dos computadores, feitas à distância dos dois ministros, e a publicação dos diálogos foram definidas por Nelson Jobim como "interceptação de comunicação" e "intromissão anticonstitucional a um Poder da República". Interceptação não foi. Como a todo ministro da Defesa conviria saber, interceptar é interferir em um percurso pretendido, seja de um avião, de uma tropa, de uma mensagem, de carga, entre inúmeros possíveis. Houve constatação e documentação do constatado. Sem intervenção alguma na livre troca de mensagens entre os dois ministros.
Já a eloqüente "intromissão anticonstitucional a um Poder da República", lembra logo alguma coisa, antes de sujeitar-se ao reparo de que as fotos e a publicação, tanto não se "intrometeram" de forma alguma em Poder nenhum, que o próprio Supremo Tribunal Federal as considerou referentes a mensagens apenas pessoais, desprovidas de conotação oficial, e por isso dispensou-se de toda manifestação a respeito. A "intromissão anticonstitucional" de Nelson Jobim lembra logo que se trata do autor, valendo-se da tarefa de revisor gráfico, da intromissão no texto da atual Constituição de artigos não aprovados, e nem ao menos conhecidos, pela Constituinte de 1988. O que não impediu o autor da autêntica "intromissão anticonstitucional" de chegar a presidente o STF -fato que, se não o define, porque já se definira, pode definir o país.
Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (nome historicamente tomado como sinônimo de defesa da liberdade de informação) pôs o assunto sob uma comparação que não sei se mais surpreendente ou mais insultuosa para o jornalismo: "O Brasil não pode virar um "Big Brother'". Seja o daqui ou a matriz plagiada, o "Big Brother" faz parte do processo de imbecilização imposto pelo método de nivelamento por baixo, muito adotado em meios de comunicação, para mais faturar em publicidade com o maior número de telespectadores/ouvintes/leitores. É impossível que Cezar Britto não se tenha inquietado com a evidência, proporcionada pelas fotos e publicação dos diálogos, de que a aposentadoria precipitada do hoje ex-ministro Sepúlveda Pertence e a escolha de seu substituto têm, até agora, injunções políticas e partidárias que se sobrepõem aos critérios apropriados para o Supremo. Estar próximo de quem fala ao telefone e, notado o interesse público do que é dito, noticiá-lo; ou ouvir, de fora de um gabinete, um diálogo de interesse público e noticiá-lo -são atos de invasão de privacidade ou de função do jornalismo? Essas e situações semelhantes ocorrem todos os dias, aqui e pelo mundo afora, desde que o jornalismo é jornalismo. E haverá diferença essencial, para a função do jornalismo e para o interesse público, entre o que é ouvido sem uso de interferência física e o que é lido em computadores de tela voltada para o público?
Em certa medida, não há dúvida de que os diálogos de tais situações seriam atos privados. Mas, embora a contribuição de uma palavra para a outra, por serem privados não significa que ocorressem em privacidade. Foram deixados por seus autores ao alcance de terceiros. E não importa quantos terceiros.Os ministros Cármen Lúcia Rocha e Ricardo Lewandowski nada escreveram, nos diálogos fotografados e publicados, que os comprometesse, moralmente, como pessoas ou como magistrados. Se foram desavisados, o foram por conta própria. O que torna injusto atribuir ao repórter-fotográfico Roberto Stuckert e ao seu jornal menos do que a alta qualidade do jornalismo que praticaram. Ou seja, da função pública que têm e exerceram.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Radiobrás coordenará Jornalismo da TV Brasil
O ministro-chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Franklin Martins, confirmou ao presidente da Radiobrás, José Roberto Garcez, que Brasília terá a chefia de Jornalismo da nova TV pública do governo federal. “Assim como faz sentido que a sede administrativa e de programação seja no Rio, para manter uma distância do poder e pela tradição cultural da TVE, o Jornalismo será aqui em Brasília, com a expertise do serviço da Radiobrás. Essa decisão só confirma a linha que a nova TV seguirá”, comemorou Garcez.
Segundo o site Comunique-se, a fusão da futura TV Brasil com a TVE carioca ainda não mudou a rotina da empresa, mas em setembro a programação das duas emissoras deverá estar unificada. Um grupo de conteúdo, com representantes das duas TVs, discute a união das programações já há alguns meses. Outros três grupos debatem questões técnicas, jurídicas e de gestão. O governo deve escolher em breve onde ficarão as instalações da emissora em São Paulo. “Precisamos que isso esteja definido até o fim deste mês”, frisou Garcez.
Para que novas contratações sejam feitas, deve-se definir também o formato jurídico na rede, que englobará o escritório da Radiobrás. “Por enquanto, a nossa responsabilidade é manter a qualidade dos nossos serviços enquanto a Radiobrás existir. Mas achamos que, com Radiobrás e TVE Brasil juntas, podemos fazer algo ainda melhor”, disse o gaúcho Garcez.
Segundo o site Comunique-se, a fusão da futura TV Brasil com a TVE carioca ainda não mudou a rotina da empresa, mas em setembro a programação das duas emissoras deverá estar unificada. Um grupo de conteúdo, com representantes das duas TVs, discute a união das programações já há alguns meses. Outros três grupos debatem questões técnicas, jurídicas e de gestão. O governo deve escolher em breve onde ficarão as instalações da emissora em São Paulo. “Precisamos que isso esteja definido até o fim deste mês”, frisou Garcez.
Para que novas contratações sejam feitas, deve-se definir também o formato jurídico na rede, que englobará o escritório da Radiobrás. “Por enquanto, a nossa responsabilidade é manter a qualidade dos nossos serviços enquanto a Radiobrás existir. Mas achamos que, com Radiobrás e TVE Brasil juntas, podemos fazer algo ainda melhor”, disse o gaúcho Garcez.
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Verbos que usamos em notícias
Os verbos que usamos em notícias pertencem a três campos semânticos:
verbos de deslocamento: IR
verbos de transformação: FAZER
verbos de enunciação: DIZER
verbos de deslocamento: IR
- partir, embarcar, levar, correr, andar, contornar, navegar, voar, pousar, aproximar-se, chegar, dar, receber
verbos de transformação: FAZER
- erguer, demolir, moldas, forjar, matar/morrer, refrigerar, nascer, centrifugar, compactar
verbos de enunciação: DIZER
- dizer, transmitir, declarar, comentar, afirmar, negar, ressaltar, mandar, acrescentar, conclamar, telefonar, escrever, emitir.
Definição do sistema de rádio digital deve estar próximo
A definição do sistema de rádio digital que deverá ser adotado no Brasil está próxima, assegurou hoje, 22 de agosto, Hélio Costa, ministro das Comunicações. Ele afirmou que “nossa rádio digital está na reta final. Até o mês que vem devemos levar à Casa Civil e ao Presidente nossa proposta, elaborada em conjunto com os radiodifusores”. Costa destacou que o Ministério das Comunicações discute com os comitês de tecnologia da Câmara e do Senado, para a elaboração de documento, que deverá ser enviado à Presidência da República, dando subsídios ao presidente para definição do sistema de rádio digital no país. O Minicom também está realizando reuniões, com entidades interessadas na rádio digital a cada 30 dias, para ouvir sugestões. “Na última reunião geral, há três semanas, pedi às entidades que apresentassem um relatório final”, disse Costa. O sistema escolhido “deverá abrir caminho para que possamos resgatar as transmissões de ondas curtas, de maneira digital”, assegurou o ministro. “Temos informações de que um transmissor de 50 MHz de Brasília seria suficiente para cobrir toda a América Latina”
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Olhar crítico sobre o jornalismo
Quem estuda ou pratica jornalismo não pode deixar de conferir o Observatório da Imprensa. O site - e os programas na televisão e no rádio - são imperdíveis para analisar o que a mídia informativa tem feito por aí.
Confira o site, que é atualizado diariamente.
Confira o site, que é atualizado diariamente.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Jornalista precisa entender de rádio
Pra quem ainda acha que rádiojornalismo é uma área menor do jornalismo, é bom ficar de olho na famosa convergência digital. A reforma da Folha Online está implantando uma tendência que pelo visto veio pra se estabelecer: as reportagens em áudio, publicadas sob a forma de podcasts.
Vejam o que diz o site do Comunique-se hoje, terça, 21:
Seis comentaristas participam da Folha Online no formato podcastDa Redação
Alguns dos colunistas da Folha de S. Paulo e da Folha Online passam a participar da nova versão online em formato podcast. Monica Bergamo e Guilherme Barros estrearam já nesta terça-feira. Marcelo katsuki, colunista de gastronomia e editor de Arte da Folha Online, foi o primeiro a estrear.
Está prevista para quarta-feira (22/08) a publicação do Podcast de Eliane Cantanhêde, que já escreve para Folha Online às quartas. Embora ainda não confirmado, Daniel Castro, titular da "Outro Canal", deve estrear no domingo (26/08).
O editor-chefe Ricardo Feltrin afirma que “ainda estão sendo procurados outros colunistas para também produzirem seus conteúdos no novo formato”. Segundo Feltrin, o editor da Ilustrada, Sérgio Ripardo, deverá participar com informações sobre o mundo GLS, assim como sua atual coluna no impresso.
Os podcasts são gravados no estúdio da Folha Informações, onde também funciona a redação da Folha Online.
Então, galera, nunca é demais puxar a brasa para Redação Jornalística II, né?
Vejam o que diz o site do Comunique-se hoje, terça, 21:
Seis comentaristas participam da Folha Online no formato podcastDa Redação
Alguns dos colunistas da Folha de S. Paulo e da Folha Online passam a participar da nova versão online em formato podcast. Monica Bergamo e Guilherme Barros estrearam já nesta terça-feira. Marcelo katsuki, colunista de gastronomia e editor de Arte da Folha Online, foi o primeiro a estrear.
Está prevista para quarta-feira (22/08) a publicação do Podcast de Eliane Cantanhêde, que já escreve para Folha Online às quartas. Embora ainda não confirmado, Daniel Castro, titular da "Outro Canal", deve estrear no domingo (26/08).
O editor-chefe Ricardo Feltrin afirma que “ainda estão sendo procurados outros colunistas para também produzirem seus conteúdos no novo formato”. Segundo Feltrin, o editor da Ilustrada, Sérgio Ripardo, deverá participar com informações sobre o mundo GLS, assim como sua atual coluna no impresso.
Os podcasts são gravados no estúdio da Folha Informações, onde também funciona a redação da Folha Online.
Então, galera, nunca é demais puxar a brasa para Redação Jornalística II, né?
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