Descobrir isto é o objetivo de um concurso no You Tube, que o portal Imprensa noticiou hoje:
Concurso realizado através do YouTube quer saber como jovem lê jornal
Redação Portal IMPRENSA
Mais do que uma exposição de vídeos, o YouTube vem sendo usado como ferramenta de marketing, pesquisa e publicidade. A última novidade neste sentido é a ação da Newspaper Association of America (NAA), entidade de representação de empresas jornalísticas norte-americanas, que lançou no YouTube um concurso que visa descobrir de maneira os adolescentes lêem jornal.
A idéia é de que os jovens postem um clipe no site, que mostre para qual finalidade eles lêem jornais, sejam impressos ou online. Pode ser para leitura de notícias, consulta da lista de filmes em cartaz no cinema, entre outros. Segundo a Diretoria do NAA, a intenção do concurso é saber como os leitores do futuro interagem com os jornais. "Nosso trabalho tem mostrado que muitos adolescentes acompanham o noticiário e estão a par do que acontece em suas comunidades e no mundo em que vivem", disse através de comunicado a diretora entidade, Sandy Woodcock. Para participar, basta enviar o vídeo para o YouTube e redirecionar o link ao e-mail needtoknow@naa.org até o dia 17/12. O vencedor ganhará um iPhone e uma viagem com direito a acompanhante para Washington, nos EUA, para ir ao congresso anual da NAA.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Discutindo mídia para crianças e adolescentes
*- 3º Encontro Internacional RIO MÍDIA
De 16 a 19 de outubro. Inscrições abertas
*MidíaAmérica: indicada para crianças e adolescentes? é o tema do 3º Encontro Internacional RIO MÍDIA. Promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio das ações da MULTIRIO e do RIO MÍDIA, o evento será realizado em parceria com a Andi, que promoverá, na mesma ocasião, o I Colóquio mídia e agenda social: desafios para a formação de estudantes e profissionais de comunicação.
Veja mais no site do Rio Mídia.
De 16 a 19 de outubro. Inscrições abertas
*MidíaAmérica: indicada para crianças e adolescentes? é o tema do 3º Encontro Internacional RIO MÍDIA. Promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio das ações da MULTIRIO e do RIO MÍDIA, o evento será realizado em parceria com a Andi, que promoverá, na mesma ocasião, o I Colóquio mídia e agenda social: desafios para a formação de estudantes e profissionais de comunicação.
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sábado, 22 de setembro de 2007
CARTA DOS PESQUISADORES DE RÁDIO E MÍDIA SONORA DO BRASIL
Nós, os 72 abaixo-assinados, pesquisadores e professores universitários de Comunicação Social e áreas afins - pesquisa.radio@yahoo.com.br -, todos tendo por objeto de estudo a radiodifusão sonora, tornamos pública nossa preocupação a respeito do processo de implantação do rádio digital em nosso país.
Não nos movem para tanto interesses de ordem partidária. Apenas queremos que a oportunidade tecnológica posta à frente de todos sirva ao bem comum e ao desenvolvimento do Brasil. Temos clara a importância do veículo para a população do país, do empresário que acompanha a evolução dos índices da economia ao trabalhador a quem o rádio oferece certo grau de solidariedade. Temos, também, consciência dos problemas deste meio em suas vertentes comercial, educativa e comunitária, que se deparam com a encruzilhada da convergência multimídia.
Realizando estudos a respeito há vários anos, acompanhamos tanto as políticas e as estratégias públicas para a introdução da tecnologia digital como os movimentos da classe empresarial e das organizações da sociedade civil a respeito. Alertamos, portanto, para o que foi constatado até agora:
1. Preocupa-nos que os testes com o padrão digital IBOC (in-band on-channel) estejam sendo realizados pelas emissoras autorizadas sem a utilização de uma metodologia ou padronização de critérios e procedimentos compatíveis com as condições brasileiras. A ausência de uma padronização impede a obtenção de resultados consistentes dos experimentos que permitam saber com segurança se, por exemplo, o padrão em teste provoca ou não interferência mútua entre os sinais digital e analógico.
2. Entendemos que o padrão de rádio digital a ser adotado deve ser capaz de garantir eficiência de transmissão em qualquer situação de recepção. Embora os testes realizados não tenham padronização, é possível identificar alguns problemas de adequação do padrão IBOC às características de cada localidade, como edificações e topografia e problemas de poluição radioelétrica. Pesquisadores que acompanharam testes em emissoras observaram problemas de interrupções abruptas do sinal digital em locais onde havia fios de alta tensão (rede elétrica), prédios e túneis, forçando o aparelho receptor a transmitir em analógico, com um delay que pode chegar a oito segundos.
3. Preocupa-nos o fato de que processo de digitalização poderá trazer dificuldades de adaptação para a maior parte das emissoras, sobretudo as pequenas e médias instaladas no interior, as educativas e as comunitárias, por falta de recursos para investimento. É provável que 50% das estações em funcionamento precisem trocar transmissores a válvulas por modulares para se adaptarem à tecnologia digital. Investimento igualmente significativo será necessário para digitalizar o processo de produção radiofônica, com a troca de equipamentos de estúdio, especialmente se for considerado o baixo nível de informatização interna das rádios no interior do país. É desejável que o padrão a ser adotado permita maior grau possível de aproveitamento de infra-estrutura existente e que apresente custos compatíveis com os diversos tipos de emissoras. A adoção de uma tecnologia não pode ser um fator de aprofundamento de diferenças de padrões técnicos e de produção já existente entre as estações de grande porte e as demais - pequenas e médias - que integram o sistema de radiodifusão brasileiro.
4. Inquieta-nos saber que o padrão em teste é uma tecnologia proprietária, cujos custos de royalties poderão inviabilizar a sua adoção por parte de emissoras comunitárias e educativas. Além disso, essa condição coloca os radiodifusores sujeitos aos ditames da empresa, a iBiquity Digital Corporation, que administra os direitos de uso da tecnologia. Podem, assim, perder o controle sob o gerenciamento do processo de instalação e definição de equipamentos.
5. Entendemos que a tecnologia de transmissão a ser escolhida terá de ser flexível, a ponto de favorecer a integração do rádio com as demais mídias e com sistemas de redes informatizadas. É importante que o sistema de transmissão tenha ferramentas multimídia que possibilitem a oferta de conteúdo na tela de cristal líquido do receptor digital ou em outras plataformas de mídia convergente. No entanto, essa vantagem tecnológica, que poderá representar receita adicional, não foi testada pelas emissoras autorizadas pela Agência Nacional de Telecomunicações.
6. Consideramos que a adoção de qualquer padrão digital deve ser precedida por uma ampla análise técnica sobre as condições de funcionamento da tecnologia em outros países. Chama atenção o pedido de ampliação do uso de espectro de 200 kHz para 250 kHz apresentado em julho de 2007 pela iBiquity, proprietária norte-americana do padrão IBOC, junto à Federal Communications Commission (FCC). Esta alteração é uma demanda técnica, sem a qual o padrão não apresentará um desempenho satisfatório. Se for concedida pela FCC, a ampliação de freqüência poderá significar a redução de cerca de 30% no total de canais em freqüência modulada hoje disponíveis naquele país. Partilhamos da opinião da Benton Foundation, organização internacional dedicada à articulação de políticas para o uso da comunicação na solução de problemas sociais e em prol do desenvolvimento, que vê no aumento da largura do canal ocupado por uma estação uma possibilidade de redução de disponibilidade de espectro para eventuais novos atores.
7. Causa-nos estranheza a inexistência de canais de retorno no sistema digital em teste. Sem esse recurso, perde-se a interatividade, justamente um dos aspectos destacados como positivos no processo de introdução da televisão digital no país. Isto, portanto, pode significar ampliação das disparidades existentes entre os dois veículos e perda, no caso específico do rádio, da possibilidade de intensificar a participação dos ouvintes nas estratégias de programação das emissoras. De modo geral, alertamos para a perda de uma oportunidade, se embasada em estudos mais acurados, de transformação positiva do rádio, ampliando não só suas possibilidades comerciais, educativas e comunitárias, mas também produzindo condições para um efetivo exercício da cidadania e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil, de forma democrática, ampla e solidária. Lembramos, ainda, que a oportunidade atual deve servir ao crescimento do setor como um todo, crescimento este que vai além do mero faturamento comercial, mas significa novos postos de trabalho e maior interação social. Ficamos à disposição para esclarecimentos através do e-mail pesquisa.radio@yahoo.com.br.
Não nos movem para tanto interesses de ordem partidária. Apenas queremos que a oportunidade tecnológica posta à frente de todos sirva ao bem comum e ao desenvolvimento do Brasil. Temos clara a importância do veículo para a população do país, do empresário que acompanha a evolução dos índices da economia ao trabalhador a quem o rádio oferece certo grau de solidariedade. Temos, também, consciência dos problemas deste meio em suas vertentes comercial, educativa e comunitária, que se deparam com a encruzilhada da convergência multimídia.
Realizando estudos a respeito há vários anos, acompanhamos tanto as políticas e as estratégias públicas para a introdução da tecnologia digital como os movimentos da classe empresarial e das organizações da sociedade civil a respeito. Alertamos, portanto, para o que foi constatado até agora:
1. Preocupa-nos que os testes com o padrão digital IBOC (in-band on-channel) estejam sendo realizados pelas emissoras autorizadas sem a utilização de uma metodologia ou padronização de critérios e procedimentos compatíveis com as condições brasileiras. A ausência de uma padronização impede a obtenção de resultados consistentes dos experimentos que permitam saber com segurança se, por exemplo, o padrão em teste provoca ou não interferência mútua entre os sinais digital e analógico.
2. Entendemos que o padrão de rádio digital a ser adotado deve ser capaz de garantir eficiência de transmissão em qualquer situação de recepção. Embora os testes realizados não tenham padronização, é possível identificar alguns problemas de adequação do padrão IBOC às características de cada localidade, como edificações e topografia e problemas de poluição radioelétrica. Pesquisadores que acompanharam testes em emissoras observaram problemas de interrupções abruptas do sinal digital em locais onde havia fios de alta tensão (rede elétrica), prédios e túneis, forçando o aparelho receptor a transmitir em analógico, com um delay que pode chegar a oito segundos.
3. Preocupa-nos o fato de que processo de digitalização poderá trazer dificuldades de adaptação para a maior parte das emissoras, sobretudo as pequenas e médias instaladas no interior, as educativas e as comunitárias, por falta de recursos para investimento. É provável que 50% das estações em funcionamento precisem trocar transmissores a válvulas por modulares para se adaptarem à tecnologia digital. Investimento igualmente significativo será necessário para digitalizar o processo de produção radiofônica, com a troca de equipamentos de estúdio, especialmente se for considerado o baixo nível de informatização interna das rádios no interior do país. É desejável que o padrão a ser adotado permita maior grau possível de aproveitamento de infra-estrutura existente e que apresente custos compatíveis com os diversos tipos de emissoras. A adoção de uma tecnologia não pode ser um fator de aprofundamento de diferenças de padrões técnicos e de produção já existente entre as estações de grande porte e as demais - pequenas e médias - que integram o sistema de radiodifusão brasileiro.
4. Inquieta-nos saber que o padrão em teste é uma tecnologia proprietária, cujos custos de royalties poderão inviabilizar a sua adoção por parte de emissoras comunitárias e educativas. Além disso, essa condição coloca os radiodifusores sujeitos aos ditames da empresa, a iBiquity Digital Corporation, que administra os direitos de uso da tecnologia. Podem, assim, perder o controle sob o gerenciamento do processo de instalação e definição de equipamentos.
5. Entendemos que a tecnologia de transmissão a ser escolhida terá de ser flexível, a ponto de favorecer a integração do rádio com as demais mídias e com sistemas de redes informatizadas. É importante que o sistema de transmissão tenha ferramentas multimídia que possibilitem a oferta de conteúdo na tela de cristal líquido do receptor digital ou em outras plataformas de mídia convergente. No entanto, essa vantagem tecnológica, que poderá representar receita adicional, não foi testada pelas emissoras autorizadas pela Agência Nacional de Telecomunicações.
6. Consideramos que a adoção de qualquer padrão digital deve ser precedida por uma ampla análise técnica sobre as condições de funcionamento da tecnologia em outros países. Chama atenção o pedido de ampliação do uso de espectro de 200 kHz para 250 kHz apresentado em julho de 2007 pela iBiquity, proprietária norte-americana do padrão IBOC, junto à Federal Communications Commission (FCC). Esta alteração é uma demanda técnica, sem a qual o padrão não apresentará um desempenho satisfatório. Se for concedida pela FCC, a ampliação de freqüência poderá significar a redução de cerca de 30% no total de canais em freqüência modulada hoje disponíveis naquele país. Partilhamos da opinião da Benton Foundation, organização internacional dedicada à articulação de políticas para o uso da comunicação na solução de problemas sociais e em prol do desenvolvimento, que vê no aumento da largura do canal ocupado por uma estação uma possibilidade de redução de disponibilidade de espectro para eventuais novos atores.
7. Causa-nos estranheza a inexistência de canais de retorno no sistema digital em teste. Sem esse recurso, perde-se a interatividade, justamente um dos aspectos destacados como positivos no processo de introdução da televisão digital no país. Isto, portanto, pode significar ampliação das disparidades existentes entre os dois veículos e perda, no caso específico do rádio, da possibilidade de intensificar a participação dos ouvintes nas estratégias de programação das emissoras. De modo geral, alertamos para a perda de uma oportunidade, se embasada em estudos mais acurados, de transformação positiva do rádio, ampliando não só suas possibilidades comerciais, educativas e comunitárias, mas também produzindo condições para um efetivo exercício da cidadania e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil, de forma democrática, ampla e solidária. Lembramos, ainda, que a oportunidade atual deve servir ao crescimento do setor como um todo, crescimento este que vai além do mero faturamento comercial, mas significa novos postos de trabalho e maior interação social. Ficamos à disposição para esclarecimentos através do e-mail pesquisa.radio@yahoo.com.br.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Pauta: ponto de partida
Essa é pra quem não foi na aula do dia 5 de setembro:
Há cinco tipos básicos de pauta:
1) o que cobre um fato: um avião que acaba de cair, a renúncia de um ministro, uma bala perdida que atinge uma criança.
2) a que desdobra um fato: por exemplo, o governo anuncia um projeto de TV estatal, e o repórter propõe como pauta mostrar quanto já se gasta com as TVs estatais que já existem
3) a que usa um fato como gancho: motivado pelos projetos que propõe aumentar penas de prisão ou impedir que presos sejam beneficiados por redução de pena, um repórter propõe mostrar o que acontecerá com os sistema prenitenciário se mais gente ficar mais tempo presa (o sistema "explode", já que não haverá vagas para todos)
4) a que parte de investigação independente: o repórter vai às principais ruas comerciais da cidade e verifica que metade delas não têm lixeiras, ou percorre as principais avenidas e constata que 90% das bocas de lobo estão entupidas
5) a que surge do contato próximo com uma fonte: estudos exclusivos, planos de governo que são passados só a um repórter porque a fonte confia nele.
3) a que usa um fato como gancho: motivado pelos projetos que propõe aumentar penas de prisão ou impedir que presos sejam beneficiados por redução de pena, um repórter propõe mostrar o que acontecerá com os sistema prenitenciário se mais gente ficar mais tempo presa (o sistema "explode", já que não haverá vagas para todos)
4) a que parte de investigação independente: o repórter vai às principais ruas comerciais da cidade e verifica que metade delas não têm lixeiras, ou percorre as principais avenidas e constata que 90% das bocas de lobo estão entupidas
5) a que surge do contato próximo com uma fonte: estudos exclusivos, planos de governo que são passados só a um repórter porque a fonte confia nele.
Seja qual for o tipo de pauta, tenha em mente que ela é apenas o primeiro passo para a sua reportagem. Entre o fato e a notícia, tem um processo ultra importatne (e muitas vezes negligenciado): a apuração.
A imprensa no cinema
Começou hoje a 6ª edição do RECINE - FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE ARQUIVO, que vai até sexta, dia 14, no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro.
Em sua sexta edição, o tema do festival é A IMPRENSA NO CINEMA. Serão exibidos filmes que tratam da realidade nas redações de jornais, revistas, estúdios de televisão e rádio; além dos noticiários da tela grande, uma vez que o cinema também foi imprensa por intermédio dos cinejornais. Haverá, como todos os anos, convidados para mesas de debates, palestras, homenagens e a IV Mostra Competitiva de filmes e vídeos a partir de imagens de arquivo. Uma exposição fotográfica irá resgatar a memória do Jornal Correio da Manhã, periódico brasileiro de resistência democrática que foi criado em 1901 e permaneceu até 1974. O recine é organizado pelo Arquivo Nacional e patrocinado pela Petrobras, pelo BNDES e pelos Correios.
Para conferir a programação, que inclui inédito de Pasolini e diversos filmes que narram a proximidade de jornalismo e cinema, visite o site do Recine.
A festa de encerramento contará com apresentação do show Plantão de Notícias.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Empresas mostram o que fazem em responsabilidade social

O ciclo é uma promoção da disciplina Comunicação e Responsabilidade Social Empresarial, e está aberto a todos os interessados.
A primeira palestra será sobre o Programa de Responsabilidade Social do Banco do Brasil, já na próxima semana.Participe! Venha discutir o assunto com empresas socialmente responsáveis.
A primeira palestra será sobre o Programa de Responsabilidade Social do Banco do Brasil, já na próxima semana.Participe! Venha discutir o assunto com empresas socialmente responsáveis.
História do Jornalismo no Brasil

Para conhecer um pouco do percurso do jornalismo no Brasil, um bom caminho é o site que o professor Richard Romancini produziu, que é um resumo do livro que ele publicou com a também jornalista Claudia Lago, História do Jornalismo no Brasil.
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